HERMAPHRODITA



AVENIDA DA ÍNDIA 168, BELÉM, 1400-207 LISBOA
ENTRE 7 E 30 DE SETEMBRO DE 2015, 

SEGUNDA A DOMINGO ÀS 16H, SÁBADO E DOMINGO TAMBEM ÀS 19H
E TAMBEM FOI APRESENTADO NO MARIA MATOS TEATRO MUNICIPAL
PALCO DA SALA PRINCIPAL ENTRE 18 A 24 JUNHO 2015

— «Ó Deuses! attendei esta súpplica ardente:

«Se é verdade que ouvis as vozes que vos chamam,
«Os nossos corações, fundi-os n’um sómente,
«Fundi n’um corpo só nossos corpos que se amam!»

Chegou ao vasto Olympo a rogativa louca;
E Zeus, o grande Zeus cuja fôrça é infinita,
As duas bôcas transformou n’uma só bôca,
E dos dois corpos fez um só: HERMAPHRODITA!

Eugénio de Castro escreve, em 1894, um imenso poema inspirado no mito de Hermafrodito, que publica na coletânea de poesia Salomé e outros poemas e que, anos mais tarde, Natália Correia inclui na sua Antologia de poesia portuguesa erótica e satírica. É por este meio que o poema chega às mãos da KARNART que, em 2005, o inclui no seu espetáculo Satirotic e que, dez anos depois, a ele regressa para esta nova criação em estreia no Teatro Maria Matos.

Se HERMAPHRODITA, o poema, acolhe na alma do seu autor, separados pelo suicídio do único, os dois feros e hostis irmãos, HERMAPHRODITA, o espetáculo, expõe dos mesmos a alma, una em corpos despojados, nus — também pelo direito à dignidade de todas as minorias de género.

poema: Eugénio de Castro
conceito, direção artística, Imagem de Divulgação e Paisagem SonoraVel Z 
codireção artística e narração: Luís Castro
interpretação: Catarina Côdea, Marcos Marques e Pedro Mendes 
filmagem e montagem: Nuno Bernardo
edição de som: Rui Geada
assistência de produção: Cristina Cortez
produção: Karnart C. P. O. A. A. 
coprodução: Maria Matos Teatro Municipal
financiamento: Câmara Municipal de Lisboa
A Karnart C. P. O. A. A. é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal — Secretário de Estado da Cultura/Direção-geral das Artes
apoios: Forum Dança, Made-2-Wear, RegiEstúdio e Teatro Meridional
imagem: © Vel Z 



A live performance-art piece, forty minutes long, aimed at gender and identity issues. The bodies of the performers, previously filmed without clothes and moving, are projected over their own bodies, almost still and naked. The words of Portuguese poet Eugénio de Castro (1869-1944), heard at the beginning and at the end of the show, describe the Greek myth of Hermaphrodite. The spectator doesn’t need to understand Portuguese to fully enjoy the performance.

Age rating 16. No filming or photographing allowed. Audience can freely move around the space.














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