commedia.purgatorio COMENTÁRIOS DO PÚBLICO


Tecida numa rede de fios, que ligam os seres no tempo e no espaço mas também os trespassam, Commedia.Purgatorio transporta-nos através de imagens e paisagens sonoras belas e minuciosas. As três actrizes de olhos rendilhados guiam-nos através de objectos que têm histórias e afectos e constroem cenários alegóricos. Num complexo jogo entre participação e contemplação, Commedia.Purgatorio cria uma dobra no tempo que liberta o voo da nossa imaginação. Margarida Carvalho

Uma viagem ao purgatório, com desejos de ... Paraíso, para terminar um ciclo e virar a página... de vez. Saudações às actrizes e ao intérprete (na varanda). Cristina Duarte

Muito interessante esta abordagem a uma obra, em que objectos ganham vida e pessoas ganham ausência. A beleza de imagens conseguida e que pode ser admirada aqui e ali ao longo do espectáculo proporciona um passeio através de quadros iluminados por momentos musicais extraordinários. Muito bonito! Parabéns! Filipa Assis

Um espetáculo lindíssimo. Leonel Alegre

Os objectos artísticos da dupla Luís Castro - Vel Z, são sempre experiências estéticas e sensoriais únicas. Tiza Gonçalves

É magnifico! Confesso que não fiquei para a conversa no final. Senti que tinha a cabeça cheia e muito para processar, gostosamente, destilando cada momento com prazer. Gostaria de me perder em linhas e linhas sobre esta perfinst e seus bravos criadores. Agora. Uma semana depois. Sei lá. Para mim, o que me marcou, foi a re-leitura criativa do fortíssimo universo das gravuras. Excelente excelente trabalho das actrizes, corajoso o dispositivo cénico, a abertura à deambulação dos espectadores. José Barbieri

Tão belo e mágico deambular nesse Purgatório. Gostei Muito! Obrigatório ir. Saí mais rica! Obrigada. Foi um espectáculo muito especial! Elisabeth Vieira Alvarez

Foi um enorme prazer rever-vos e estar perto das três atrizes, brilhantes, de resto assim como o espetáculo. Fico ansioso a aguardar o paraíso. Rui Geada

Gostei mesmo desse trabalho, espero que ele seja visto por muita gente de áreas diversas, é interessante para todos . Obrigada pelo bom fim de tarde de domingo. Noémia Ferrer Fernandes

Estive lá. E fiz uma grande viagem. Afinal, ao que sei, é mesmo esse o propósito do conceito perfinst da Karnart. Deixar que o nosso imaginário construa o seu espectáculo, talvez diferente do que resultaria da ideia original dos criadores, mas guiados subtilmente pela beleza estética (impressionante) dos objectos (incluindo os actores) enquadrados no espaço, e do espaço nos objectos. E todo este ciclo estético e plástico amparado e protegido por um ambiente musical que não deixa que nada escape nessa viagem de cada imaginário. É só preciso querer entrar na viagem e deixar-se fluir. Estive lá e foi isso que fiz. Não conhecendo bem a obra de Dante, em causa, a minha viagem partiu do meu conceito de purgatório. Fui por aí e foi incrível ver como o espectáculo parecia que tinha sido construído exactamente para a história que eu ia construindo nesse momento. Tudo ia fazendo sentido para mim, como se cada movimento fosse confirmando a minha ideia do que é a Vida, para além ou aquém do purgatório. Tal como as linhas de várias cores que foram ligando as etapas da instalação, tal como o emaranhado das linhas que se interligaram no fim. Parecia que ligavam os Arquétipos da nossa existência comum, pareciam ligações neuronais que nos vão permitindo a consciência, essa que, na teoria biocêntrica, é a criadora do Universo que, por sua vez, é simplesmente o conjunto lógico espaço-temporal do Eu. E fiquei a imaginar, na minha viagem, que, sendo assim, a própria consciência teve sempre, e continuará a ter, o seu purgatório, o seu céu e a sua vida eterna materializada em outro conjunto lógico espaço-temporal do Eu. Daí as actrizes irem acordando do purgatório, daí as suas consciências irem contactando com os objectos e transformando o seu enquadramento no espaço, daí irem interligando os seus fios entre elas, daí os caixões continuarem lá... temporariamente vazios.

Obrigado Karnart. Francisco Castro

Uma obra de contemplação, onde a genialidade criativa acorda os sentidos numa viagem singular... Parabéns por mais uma viagem de encantada contemplação. Mário Tomé

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