Comentários do Público
IDÍLIO, 2019 Junho


É a primeira vez que vejo um trabalho vosso, nada sabia de momentos anteriores, e ainda bem, assim quase fui vítima do famoso “síndroma de Stendhal”, como Proust perante o quadro de Vermeer! (...) A escultura de Giuseppe Sanmartino (...), espantosa obra-prima, prodigioso modelado do sudário, é agora citada por vós como “leit-motiv” de uma encenação sublime! (...) Luísa Possollo

O problema de ir ver um espetáculo no último dia é que já não podemos aconselhar vivamente. Ontem consegui finalmente ir ver "Idílio", da Karnart, uma perfinst assinada pelo Luís Castro e o Vel Z, que é fascinante. Um desenho meticuloso, de performance muito difícil por ser de uma contenção hipnotizante, um desenho de figurinos, luz e som belíssimos e um aproveitamento do espaço em perspetiva panóptica de grande engenho. Continuo sem perceber os critérios que levam a excluir dos apoios uma estrutura que filtra tão bem a matéria para a sedução dos sentidos. (...) Bruno Schiappa

Muito, muito bonito! Daqueles que apetece continuar a ver. / O serão de sexta-feira foi passado na Karnart, em doce Idílio com o Cristo Velato, a escultura em mármore criada por Giuseppe Sanmartino em 1753, que está exposta na Capela Sansevero, em Nápoles. Foi esta peça que inspirou o Luís Castro e o Vel Z para o belíssimo espectáculo que nos apresentaram. Tão suave, tão claro, tão bonito, que não queremos parar, apetece continuar a ver, sempre. Clara Silva

Muito obrigado pelo belíssimo Idílio. João Carneiro

Viajei. As imagens foram-se sucedendo. Lembro-me das primeiras: aquele triângulo de “noivas”, os seus ecrãs, os seus olhos cegos, a semi-nudez, aquele som contínuo, instalaram-me num lugar irreal. Depois a rainha, os seus sapatos, não sei porque imaginei-a uma rainha africana. E Ulisses, assim batizei o morto, era o velado. Construi mentalmente o enredo: as aias, as servas, vão levar a Rainha até junto de Ulisses. E depois dei por mim a perguntar-me porque é que preciso de ter uma história para compreender as coisas?! O som, a música, transportou-me. Para aquele lugar meio irreal onde todas aquelas imagens me convocavam temas tão diferentes como a tragédia da solidão, a morte da política, o amor impossível, a morte dos que nos são queridos, a beleza, a beleza dos corpos, das vestes, da música, e também a forma como tendemos a “encenar” e “representar “ o nosso olhar num acontecimento como este. Obrigado. Joaquim Paulo Nogueira

Uma enorme beleza cénica! Vale a pena. / Vi hoje o espectáculo pela 2ª vez. Repeti porque me tinha levado a uma experiência sensorial muito intensa e emocionante. Hoje, gostei ainda mais. Pela beleza cénica, pelo envolvimento obrigatório e pelo misto de emoções que às vezes nos corta a respiração. Desta vez trouxe a minha mãe, com 80 anos, e aguardei pela reacção: de igual forma maravilhada, admirada e emocionada - “De cortar o coração!” “Gostaria de rever!”. Por favor, continuem este difícil e árduo trabalho com pelo menos tão bom gosto como o deste espectáculo. Parabéns pela ousadia e pela absolutamente extraordinária performance. Muitíssimo obrigada! Fernanda Quadrado

A dificuldade em escrever emocionada é enorme, mas a pedido tento retribuir tudo (ou exprimir algo) para vos agradecer...! É sempre um prazer continuar a seguir o vosso trabalho que nunca repete uma fórmula, apesar da vossa identidade ser tão marcante e marcada! O espanto (no bom sentido, no sentido de surpreender) e a experiência única de ver mais uma “perfinst”, faz-nos querer ser vosso espectador assíduo, pela envolvência, intimidade, tempo de observar, pertencer ao acto dramático, dar atenção ao detalhe pela proximidade com a “cena”. Não me lembro de ficar tão emocionada com algo tão belo (há muito tempo que não o sinto), mas sei que passo sempre por esse processo quando “estou” nos vossos espectáculos! Muito obrigada pela resiliência e continuação de alta qualidade artística, apesar de todos os “altos e baixos”. Aquele abraço da vossa admiradora. Natasha Bulha Costa

“Cristo Velato”. Gostei do arranjo ousado. Do movimento lento. A construção de um quadro renascentista final. A música acompanhou bem o espectáculo. Dulce Carvalho

Tenho que parabenizar quem coreografou este espectáculo excelente e maravilhoso. Adorei, adorei!! Só tenho que dar os parabéns a todos. Ana Maria

Querida (...), ouvi e li a tua mensagem (...). O mais importante é que consigas ver Idílio, no antigo atelier Lagoa Henriques/Carlos Amado, justa e felizmente cedido aos Karnart. (...) Por entre tantas conversas, como é que me esqueci de te avisar! E tu que mereces mais do que nunca Beleza! Maria Emília Castanheira

Muito bonito o espectáculo. Parabéns. Carlos Pimenta

Entramos num estado onírico... O espectáculo é muito bonito, a música mutio bem escolhida. Cenas com uma grande leveza. Obrigada pelo vosso trabalho e sacrifícios do corpo. Rosa Peliças

É lindo!... gostei muito... Anónimo

Espectáculo maravilhoso, leva-nos em diversos caminhos... Anónimo

UAU... Anónimo

Diria que é para ver e ver e tornar a ver e ver outra vez, mas como amanhã (dia 29) é o último espectáculo, só posso dizer, não percam por nada. António Manuel Subtil

Imperdível!!! Fui ver ontem o magnifico exercício estético, poético, feérico e filosófico desenhado por Vel Z e Luís Castro na KARNART (um local onírico), com um elenco de performers fora do vulgar. Magnífico, belo, majestoso. Sinceros parabéns a toda a equipa! / Morbidamente feérico. Muito bom! Obrigada. Ondina Pires

Para VER... para VER... para VER... Elisa Scarpa

Pas de paroles pour l’instant! J’ai voyagé loin, pas envie de revenir de suite! Cecília Grácio Moura

Todo o trabalho de figurinos e movimentos belíssimos. Pinturas vivas que transmitem memórias e sensações inquietantes. Gina Flor

“Num” Dia particularmente difícil pessoalmente tenho a felicidade de tropeçar em poesia, Visual, de Movimento, de Mensagem. Vou pronta para a Vida. Parabéns pelo espectáculo inesquecível. Catarina Loura

The eternal return of life... Amazing! No words...just keep it in your memory! João David

Obrigado!!!! O meu coração está cheio... a pele arrepiada... e uma intensa e saborosa trovoada de emoções. É na inquietude que encontramos a resposta, ou respostas, à nossa vivência, tão fugaz e ao mesmo tempo repleta de emoções. Sentir e pensar, é o que nos move neste universo onde somos um todo. Neste espectáculo sempre a mesma sensação: temos tanto aprender com a borboleta... E fica ainda a questão: porque temos de viver sempre na dualidade do sentimento entre vida e morte. Obrigado mais uma vez, por sair daqui com novas questões, que amanhã irão alimentar novas respostas do que é a minha passagem neste corpo que hoje ocupo. Parabéns Karnart. Ana Avelar

Parabéns!!! Trabalho óptimo em termos de grafismo cenográfico. Passa uma mensagem de algum sofrimento pela falta de cor, pela monotonia nos movimentos e pela escolha musical com um registo sem alterações muito expressivas ao longo da peça. Nelson Salvador

Maravilhoso. Ninguém nos transporta para outra dimensão como a Karnart. O amigo que levei agradeceu-me muito por tê-lo convidado! E como é fotógrafo/realizador ajudou-me nas horas seguintes a ver imagens além das que os meus olhos mal treinados captaram. Mas os vossos espectáculos são assim, um deleite sensorial que faz a mente ficar mais atenta e vão-se instalando lentamente como o movimento dos actores-objecto. Rita Conduto

(...) é tão belo e indescritível que não pode perder! Vejo o que deixámos escrito ainda sob o pico da emoção e não deixo de pensar na viagem encantatória que é esta criação de Luís Castro e Vel Z. Maria Emília Castanheira

Belo. Devolveram-me o sentido do tempo lento! Lento. Catarina Romão Gonçalves

Para assistir e sair com a alma cheia do que só o belo e o simples podem dar! Cuidado estético extraordinário. Valeu muito a pena. Francisco Castro

É bela a lentidão. Obrigada. Anónimo

Ritual sublime. José Manuel Castanheira

Nenhumas, nenhumas palavras saídas da boca rigorosamente cinzelada. Com um abraço de admiração profunda. Maria Emília Castanheira

Impactou-me o desafio sensorial, coreográfico, plástico, musical. O gesto está numa afinação inquietante. Fiquei vidrado na minúcia e na exigência. Pedro Sena Nunes

Andamos em busca contínua de idílica paisagem, onírica(s) imagem onde abundam sublime(s) contemplações. Não mais escondemos o(s) sonho, seus fetiches, desejos, nudez bela e terrível. Depois a terra onde “marchamos”, mas é lá que tudo acontece. Na poesia, e no amor. Grata! Fátima Vaz

São sempre tão belos os vossos espectáculos! Criam outra dimensão. Muito bom. Helena Gonçalves

BELO!!!! Isabel Peres

Belo. Luísa Brandão

Como sempre é um prazer assistir aos vossos espectáculos. Estas esculturas são encantatórias. Helena Salvador

Poesia pagã barroca, algo narrativa sobre um espaço entre mundos; não sei por que cargas de água lembrei-me da Morte de Marat, talvez porque o branco é muito invocatório, a pureza e a morte ligada ao culto dos grandes sábios do mundo. Ritual onde tudo está apreendido, sabedoria de séculos. Seres que já passaram para um outro estádio, uma outra dimensão. Sombra, luz, temor, encanto! Reflexo sempre encontrado algures. Obrigada Karnart. Noémia Fernandes

Um espectáculo de uma intensidade e profundidade singulares, embrenhado num imaginário indescritível, numa ode às sensações, como uma viagem moldada em dinâmicas tão tensas e profundas. Marcelo Rúben Aires

Ritual exótico, do movimento que traz a vida ao quadro que cristaliza a morte. Rigor e imaginação da perfinst. Única questão para pensar – Idílio. Porquê? A viúva negra e o seu poeta morto ou adormecido, talvez por aí... Maria João Brilhante

Sublime. José Luís Peixoto

Belo, comovente. Anónimo

Elucidativo. Desafiante; sem palavras. Imaginativo. Margarida Barros

Esteticamente muito bom. José Carlos Fonseca

Muitos parabéns!!! Foi muito bom, gostei do silêncio e da volumetria das músicas, o silêncio das performers, os arabescos dos braços, o sentido contrário da lentidão e a pressa do som. O branco que se enrola e fica preto. A constância do slow movement. Tudo bom. Há uma situação de corte com o exterior que obriga o espectador a parar e o envolve levando-o para outro nível. Fantástico. Graça Fonseca

Um espectáculo que vale a pena!! Recomendo vivamente! Parabéns Karnart, pela vossa entrega e partilha constante. Teresa Carvalho

Obrigado aos directores artísticos pelo magnífico Idílio, e parabéns a todos os performers. Jorge Martins Rosa

E que bonito que foi... Mariana Lemos

Um espectáculo lindo sereno e profundo. Não percam. Bibi Perestrelo

Os espectáculos que nos tocam são os que nos deixam a pensar neles no dia a seguir, e a seguir. Cristina Duarte

Translate